Hoje em dia já ninguém liga ao termo “fast-food”. Toda a gente sabe de que é composta essa tão falada “comida de plástico”, mas ainda assim, comem-na com toda a satisfação. Todos aqueles corantes, conservantes, edulcorantes e todo o tipo de aditivos são ignorados quando se pensa no quão barato e rápido é obtê-la. Pois bem, nada disto é surpresa para ninguém, contudo, surge uma nova ideia: os “fast-fruits”.
Quando pensamos em alimentos geneticamente modificados, pensamos automaticamente em fruta: fruta sem caroços, frutas com casca muito fina, frutas grandes e sumarentas, etc… Mas será que pensamos em sabor? Será que somos capazes de nos lembrar daquele doce ácido da laranja da mercearia ou do seu cheirinho? Quanto muito lembramo-nos do sabor a geada, do ácido intragável, ou do doce azedado da podridão… Maravilhas da ciência…
Tem graça ver pessoas a criticar os hambúrgueres e as batatas fritas, enchendo-se de orgulho ao comer a sua linda, brilhante e intocada maçã, quando na verdade trincam, nada mais, nada menos do que um “hambúrguer” verde e duro… Hipocrisia? Não, modernismo ou adaptação! Uma coisa é certa: nostalgia? Essa só na mercearia (enquanto não forem todas derrubadas pelas grandes superfícies).
Enfim… é triste ver como tornamos a fruta em mais um despojo da nossa sociedade em que tudo não passa de aparências e tudo tem de ser obrigatoriamente afluente da ciência. A nossa evolução descontrolada levou-nos ao esquecimento de todos os propósitos e até à fruta contagiámos a nossa superficialidade…